É preciso mais que coragem

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“Enfrentar helicópteros, vulcões, corredeiras e tobogãs exige apenas que tenhamos um bom relacionamento com a adrenalina. Coragem, mesmo, é preciso para viajar sozinha, terminar um casamento, trocar de profissão, abandonar um país que não atende nossos anseios, dizer não para propostas lucrativas porém vampirescas, optar por um caminho diferente, confiar mais na intuição do que em estatísticas, arriscar-se a decepções para conhecer o que existe do outro lado da vida convencional. E principalmente, coragem para enfrentar a própria solidão e descobrir o quanto ela fortalece o ser humano”.    Martha Medeiros

É preciso mais que coragem, é preciso amar-se. O amor-próprio permite outros amores. Quem esta feliz em companhia de si mesmo enfrenta a vida, desafia convenções, sabe que a solidão é passageira (ela é apenas sensação), os desafios também. O que não passa é a dor de não amar a si mesmo, afinal, “si mesmo” é o que se tem para toda vida.

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A chama da vida

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas não faz mais do que existir.” – Clarisse Lispector

Table Mountain | sunset. - SOUTH AFRICA- by Giuliana Cavinato

São poucos os momentos que paramos para pensar sobre a vida. Normalmente acontece quando ela é interrompida, de forma inexplicável, dolorosa, sem mais nem menos, sem preparos ou rodeios.

 Porque agora? Porque bem com essa ou aquela pessoa?

 São perguntas que ecoarão dentro de nós pela eternidade, que apertam nosso peito e fazem chorar. Jamais entenderemos. Por vezes temos que encarar de frente, inconsoláveis, as peças que a vida nos prega. Afinal, o que mais nos resta senão aceitar?

“Os bons morrem cedo”. Fica o consolo da lição, do legado daqueles que viveram por inteiro, sem virgulas ou travessões. Que se jogaram, que amaram, choraram, dançaram. Viver. Talvez seja mesmo isso, uma questão de intensidade. SABER viver. Essa é a lição.

É sempre cedo demais para quem aproveita todos os sabores que cada segundo da vida pode oferecer. Aqueles que estiveram aqui INTENSAMENTE sabem bem da relatividade do tempo, pois a vida acontece mesmo numa fração de segundo e neste mesmo instante, numa distração, ela desaparece, sem ao menos dizer adeus.

Já dizia Vinicius “Que não seja imortal, posto que é chama.
 Mas que seja infinito enquanto dure.”  Nós também somos chama, não imortais, mas podemos fazer de cada momento um infinito, enquanto ele durar. Num sorriso ou num abraço daqueles que se foram, um breve momento eternizado na memória.

Fica um vazio no peito, incertezas, uma sensação de fragilidade. Tão longe e tão perto. Palavras jamais explicarão. Incomoda, dói. Vem junto uma força e determinação para que possamos fazer também da nossa chama MOMENTOS ETERNOS. Carpe Diem!

(Em memória de um querido amigo que foi cedo demais mas, eternizou momentos em nossos corações.)

Para falar de amor…

“Sorria, brinque, chore, beije, morra de amor, sinta, sonhe, grite e, acima de tudo, viva. O fim nem sempre é o final. A vida nem sempre é real. O passado nem sempre passou. O presente nem sempre ficou e o hoje nem sempre é agora. Tudo o que vai, volta. E se voltar é porque é feito de amor.” – autor desconhecido.

Retrato de pinturas feitas pelas pelas ruas de Berlin.

Não podia deixar de colocar uma música:

Jet lag espiritual.*

Voltar. Depois de um ano de viagem eu “voltei”. Voltei para casa, para “minha realidade”, minha vida, rotina, família e amigos. Estava com saudade, claro. Sentimento tão brasileiro, tão nosso, tão meu. Sentimento que aprendi a sentir (parece redundante não é?), já não me machucava mais. Minha saudade estava bem guardada, como forma do meu sincero amor.

Você deve estar se perguntando porque eu estou falando de saudade? Sim, porque é ela a responsável (cedo ou tarde) pela nossa vontade de “voltar”.

Voltar implica em um retorno físico de um espaço de onde se partiu. Mas, isso é um tanto quanto óbvio. Sempre se volta a algo conhecido não é mesmo? Voltar é regressar, tornar a, fazer de novo. Nos soa familiar e a familiaridade é sempre tranquila. Ingenuamente, temos a ilusão da fácil retomada, simples adaptação. Porém, não nos damos conta de que a circunstância já não é mais a mesma, consideramos o espaço e ignoramos o fato dela ser composta também pelo impetuoso tempo. E ai, caros, que amargo engano! O retorno JAMAIS existirá.

“Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece, já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.”   – Heraclito de Éfeso

Não é necessário ser filósofo para entender a essência da tese de Heraclito: Panta rei os potamós (do grego πάντα ῥεῖ ), traduzido como “Tudo flui como um rio“. O princípio do fluxo eterno das coisas que é a própria essência do mundo não se vê, se sente. Eu senti e entendi, não se volta. Quando se está novamente naquele conhecido lugar, seu país, sua casa, eles, assim como você, não são mais os mesmos. Tudo se transforma, se renova e portanto se torna mais uma vez estranho, desconhecido. Nada é permanente a não ser a mudança. Só a mudança e o movimento são reais, tudo flui.

Se ficamos assustados, espantados e até mesmo machucados com isso é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou, esperando no fundo que tudo permaneça igual. Mas, o tempo não perdoa, ele simplesmente passa. O fim é sempre um recomeço, de um algo diferente, transitório e também finito.

Nada é permanente a não ser a mudança. Onde estão os amigos que deixei? Minha família? Aquela cidade? Meu cantinho? AS PESSOAS. O que foi que aconteceu com as pessoas? Incômodo. Num trecho do livro Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa escreve: “O mais importante e bonito do mundo é isso, que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas. Mas que elas vão sempre mudando, afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou.”

Depois do susto, deixamos de lado aquele apego do passado guardado, pausado, que pretendíamos recomeçar, das pessoas que gostaríamos de reencontrar, exatamente como foram deixadas, imutáveis. Reconhecemos que não apenas nós mudamos mas, tudo mudou, todos mudaram. A realidade deixada para trás já não existe mais e voltar é apenas ilusão.

A vida caminha, sempre para frente, sem retornos. É a celebração do movimento que nos permite reconstruir, evoluir. E isto é belo.

Amanhã, eu já serei outra e vocês também.

* Depois de procurar o título perfeito para esse post, lendo a matéria de hoje da Folha de SP: Síndrome da Volta para Casa no caderno Equilíbrio eu encontrei esse termo, jet lag espiritual, e achei que seria o mais preciso para intitular este texto. 

Merry Christmas, Feliz Natal…

…Buon Natale, Joyeux Noël, Nollaig Shona, สุขสันต์วันคริสมาสต์, Frohe Weihnachten, 圣诞快乐

Christmas sweater at Dublin, it's part of the Irish fun! 😉

Para mim um dia de agradecimento especial por este dia de reencontro com a família depois de tanto tempo. 🙂 Como é BOM tê-los por perto! Girar o mundo conhecer pessoas nos 4 cantos é maravilhoso MAS, ter minha família por perto nesta data e poder celebrar junto deles o carinho, amor e estima q temos um pelo outro é inexplicavelmente gratificante. OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA à vida por me presentear com uma família tão especial!

Desejo à todos um FELIZ NATAL com muito amor junto às respectivas família e amigos.

Wish you all a MERRY CHRISTMAS! May your day be full of love and joy with family and your beloved ones. 🙂

A bit of music and fun… Irish style!

Sláinte! Cheers! Saúde!

Pub in Dublin! 😉

Cheers; Sláinte! That might be the most heard word after “My H…” (haha.. inside joke) in Ireland. I’ve heard that 3 days is more than enough to visit Dublin and to some extend, I agree; TO VISIT. But, for those like me, passionate about Irish people, music and PUBs, it’s definitely NOT! Being in Dublin for 4 days was not even close to “enough”, I could stay there for ages or, till my liver resisted before becoming green myself! ha ha…

Every single corner that you visit in the world (and I’ve been to quite a few to tell) there is an Irish pub and the fame has a reason to be, this “reason” you cannot fully understand ’till you don’t visit a REAL one, the “Irish pub” in IRELAND.

Irish pub rules!!! @ Dublin

 My expectations were high due to the amount of Irish people that I met along my journey, all of them, friendly and funny. Not to mention, the lovely IRISH ACCENT! Sometimes you don’t even understand them but, girls… wanna know who can resist? 😉
Of course I had in mind this “Hollywood version” of Ireland as well; as a good friend of mine says. But, what to do? All of us dreams about different stuff. I had my Irish ones! 😀
So, back to Dublin…
I’ll have to say that the city itself is alright but when you add to it good friends, Guinness, lot of laugh, good o’ James and irish soundtrack, there is no cold temperature to stop you and days just flies, nights even more! I had the best time ever. Walking around town and joining pub crawls with my beloved friend Camilla. I just wish I could stop the time there.
Two things you can’t live the city without visiting:
1.  Guinness Brewery:
Picture tells everything…. pints, pints and dizzy!!! Even the camera got a bit! 😉

Guinness Gates @ DUBLIN

It's perfection in every step! ART 😉

How to resist? Is the perfect combination… it might be the scent of the HOPS, or the Irish water. Actually, it doesn’t matter! What really matters is the degustation, the final part of the tour when you get to the top of the brewery and while enjoying an amazing view of Dublin you can have your own fresh pint. Sláinte!!! To Ireland and good friendship! =)

Pub @ Guinness Brewery :: and my MOVEMBER!

2.  Jameson Distillery:

Triple Distilled Irish Whiskey! Taste of heaven!!

Ok, you might be thinking now that I am a drunk. To make things (a bit more) clear, just try to think this way: 0˚ degrees, freezing, celebration time, holidays, friends, IRELAND!!! What else? It’s the perfect combination. Than you add some Ginger Ale to it and… oh god, can’t remember!!! hahaha….

Jameson's Maturation Process

Seriously, nothing can beat a JAMES+GINGER ALE+ROCKS combo! That was our choice for the nights to come in Dublin and, I have to admit, that was the right one!

I’m not sure if it was the atmosphere, the pubs, the drinks or the soundtrack. For me was the combination of all of this and the most important of all A GOOD COMPANY! Sometimes after traveling for a long time by yourself you realize how amazing sharing moments with good old friends is. Ireland for me it’s not just a dream, it’s a true and happy experience writing down the last steps of this big journey.

Thank to my sweetheart friend Camilla and her friends too, I had the best time! It’s sad to leave but, Dublin left happy memories I’ll never forget. One thing I promised, will definitely come back! 😀 That’s a deal right Ca? ❤ Lov!

 Sláinte, to real friends!

The Drums Pocket show in Dublin! Me and Camilla